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Dicas para alugar, comprar e cuidar do seu imóvel em Cuiabá

Conteúdo prático de quem administra imóveis na cidade há mais de 40 anos.

Vistoria de imóvel: o que é e por que ela protege as duas partes

A vistoria é o laudo que registra, com fotos e descrição, o estado do imóvel no dia em que o inquilino recebe as chaves: paredes, pisos, portas, janelas, instalações elétricas e hidráulicas, louças e metais, cômodo por cômodo.

Parece burocracia, mas é ela que decide, lá na devolução das chaves, quem paga por cada reparo. Pela Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991), o inquilino deve devolver o imóvel no estado em que o recebeu, descontado o desgaste natural do uso. Sem um laudo de entrada bem feito, essa comparação vira palavra contra palavra.

Vistoria de entrada e vistoria de saída

A de entrada é feita antes da mudança e fica anexada ao contrato. A de saída é feita na devolução, comparando o imóvel com o laudo de entrada. O que estiver diferente, e não for desgaste natural, é reparado pelo inquilino ou descontado conforme o contrato.

Dicas para o inquilino

  • Leia o laudo com calma e confira no imóvel antes de assinar.
  • Teste torneiras, descargas, tomadas, chuveiro e portas.
  • Se encontrar algo que não está no laudo, aponte por escrito dentro do prazo previsto no contrato, com fotos.

Dicas para o proprietário

  • Entregue o imóvel limpo e em condições de uso: a lei exige isso do locador.
  • Quanto mais detalhado o laudo, mais simples a devolução.

Na Marco, a vistoria de entrada e de saída é feita com fotos e faz parte da administração. Anuncie com a gente.

Contrato de locação: 7 pontos para conferir antes de assinar

O contrato é o que vale quando surge uma dúvida no meio do caminho. Antes de pegar a caneta, confira com calma:

  1. Prazo. Contratos residenciais costumam ter 30 meses. O prazo define as regras de saída antecipada e de retomada do imóvel.
  2. Valor e vencimento. Aluguel, dia do pagamento e o que acontece em caso de atraso (multa e juros).
  3. Reajuste. Normalmente anual, por um índice como IGP-M ou IPCA. Veja qual é o índice e o mês de aniversário.
  4. Garantia. A lei permite só uma modalidade por contrato: caução (de até três aluguéis), fiador, seguro fiança ou cessão fiduciária de quotas de fundo de investimento.
  5. Encargos. Quem paga IPTU e condomínio. Despesas ordinárias do condomínio são do inquilino; as extraordinárias, como obras estruturais, são do proprietário.
  6. Multa por rescisão antecipada. Pela lei, é proporcional ao tempo que falta para o fim do contrato.
  7. Reformas e benfeitorias. Qualquer obra precisa de autorização por escrito, e o contrato diz se ela será indenizada.

E lembre: a vistoria de entrada deve estar anexada ao contrato. Ficou com dúvida em alguma cláusula? Pergunte para a equipe de Locação.

Documentos para alugar um imóvel em Cuiabá: a lista completa

Separe tudo antes da visita e o aluguel sai sem idas e vindas. A lista exata depende da garantia escolhida, mas o básico é este:

Pessoa física

  • Documento com foto e CPF (RG e CPF ou CNH).
  • Certidão de estado civil; se for casado, também os documentos do cônjuge.
  • Comprovante de residência atual.
  • Comprovante de renda: contracheques recentes, extratos bancários, declaração de Imposto de Renda ou pró-labore. É comum que a renda precise ser de cerca de três vezes o valor do aluguel com os encargos.

Pessoa jurídica

  • Contrato social e alterações, e cartão CNPJ.
  • Documentos pessoais dos sócios.
  • Comprovação de faturamento ou balanço recente.

Conforme a garantia

  • Seguro fiança: a seguradora faz uma análise cadastral com os seus dados.
  • Caução: depósito de até três aluguéis, devolvido ao fim do contrato conforme as condições combinadas.
  • Fiador: documentos pessoais e de renda do fiador e, em geral, comprovação de imóvel próprio.

Dica: tenha tudo em PDF no celular. Veja os imóveis para alugar.

Quanto cobrar de aluguel? Os 4 fatores que mais pesam no valor

O valor certo não é o que o imóvel "merece", nem o que o vizinho pede: é o que o mercado do bairro está pagando agora. Quatro fatores explicam quase tudo:

  1. Localização e infraestrutura. Acesso, comércio, escolas e segurança pesam mais do que qualquer acabamento.
  2. Tamanho, planta e conservação. Metragem, número de quartos e vagas, e o quanto o imóvel está pronto para morar.
  3. Oferta e demanda na região. Muitos imóveis parecidos disponíveis no mesmo bairro puxam o valor para baixo.
  4. Diferenciais. Mobília, lazer do condomínio, ar-condicionado e aceitar pet mudam o público e o preço.

O erro mais caro

Pedir acima do mercado. Um imóvel de R$ 2.000 que fica três meses parado deixa de render R$ 6.000, e ainda gera condomínio e IPTU por conta do proprietário. Uma redução pequena no preço costuma sair muito mais barata do que a vacância.

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